“Os dias seguintes passaram de forma demorada, não havia nada para se fazer além de se esperar que algo acontecesse, até que algo aconteceu. Era uma tarde com poucas nuvens no céu e o vento soprava fraco, sobrevoávamos uma planície de grama alta com poucas arvores e sem nenhum ser vivo até onde se podia enxergar.
-Eu pensei que você havia dito que chegaríamos em poucos dias! Esse seu balão é muito lento, seria mais rápido se estivéssemos cavalgando.-reclamou Asenhout.
-Não resmungue apenas aprecie a vista.-retrucou Aust se arqueando para vislumbrar a vista.
Aust acabara de proferir essas palavras quando um raio serpenteou ao lado do balão fazendo um estrondo ensurdecedor que fez com que os ouvidos de todos começassem a zunir.
-De onde surgiu esse raio, quase não há nuvens!-Exclamou Behek com as mão nos ouvidos e olhando para o céu.
-Esse raio não foi natural, eu estudei tempo demais na academia para reconhecer uma magia quando vej....
O mago Asenhout foi interrompido por um segundo raio que acertou em cheio em um dos balões que sustentava o barco no ar. Lentamente o balão foi perdendo o controle e ao mesmo tempo foi perdendo altitude.‘Segurem-se em algo!’ exclamei eu correndo em direção a primeira coisa sólida com a qual me deparei, os outros três fizeram o mesmo o mais rápido que conseguiram. A primeira queda é algo que nunca se esquece, os balões golins normalmente caem de forma lenta e em termos ‘suave’, isso é uma boa coisa já que eles sempre caem....
Após o impacto da queda conferimos para ver se todos estavam vivos, e enquanto fazíamos isso avistamos um grupo formado de quatro goblins selvagens. Três deles usavam maça e roupas quase inteiramente rasgadas e feitas de um pano velho e surrado, já o quarto vestia um manto negro com um colar feito de dentes humanos e em sua cabeça usando como um elmo ele exibia um crânio de algum humanóide pequeno, ele carregava um cajado velho e mal cuidado.
-São saqueadores, um deles é um clérico de ragnar deve ter sido ele que nos derrubou- Gritou o mago a plenos pulmões.
-Uma coisinha desse tamanho derrubou seu balão?-Caçoou Behek olhando pra mim
Nesse momento o goblin começou a gritar e blasfemar cuspindo as ofensas mais terríveis na antiga língua goblin e balançando seu cajado de forma assustadora, uma luz negra sai de seu cajado rumando certeira para o peito de Behek, que cambaleia e urra de dor diante do ataque do clérigo. O meio-elfo sorri com felicidade pela emoção, e desembainha sua rapier com um movimento circular de sua mão esquerda e com um salto grita a plenos pulmões:
-Eu sou Aust Montaigne, guardem esse nome em suas memórias, pois vai ser a ultima coisa que ouvirão em vida!
E com dois majestosos movimentos de sua arma ele derruba um dos goblins. O clérigo goblin amaldiçoa os deuses enquanto Behek se recupera do golpe e parte pra cima de um dos goblins abrindo-o ao meio com o balançar violento de seu machado. Asenhout abre rapidamente seu livro , profere algumas palavras numa língua antiga e bela e aponta sua mão direita para outro dos goblins, de seus dedos serpenteando saem dois raios coloridos que em uma fração de tempo encontram seu destino no meio da testa de um dos goblins. O clérigo goblin resmungando percebe que fora vencido e foge sem direção pela planice, antes de ser intercepitado por dois outros raios que saem dos dedos de Asenhout e acertam em suas costas o nocauteando.
-E agora goblin? Nós estamos no meio do nada! Em quanto tempo você consertará o balão?
-Sinto Behek, mas não tenho material o suficiente para reparar esse rasgo, teremos de seguir a pé, creio que estejamos próximos do reino de yuden, em laguns dias estaremos lá.-expliquei eu, ainda espantado com a demonstração de combate do grupo.
Após algumas reclamações e xingamentos, todos decidiram ser melhor continuar o percurso a pé. Após pegar tudo o que conseguíamos carregar, começamos de novo nossa jornada, só que dessa vez sem um balão para carregar nossas coisas.”
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