Masmorras e serpentes

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores: ,

“Foi uma caminhada árdua, felizmente ainda tínhamos alguma comida. Andamos por campos desabitados por dias, encontrando toda a sorte de monstros e saqueadores possíveis. Era um dia como outro qualquer quando Aust para e começa e faz um gesto para pararmos também. Todos os elfos possuem sentidos muito superiores que os de um humano, Aust não era um elfo, nem um humano ele era um meio-elfo, filho de ambas as raças. Ele não tinha um sentido tão bom quanto o de um elfo, mas bom o suficiente para ouvir onde nenhum de nós conseguia, principalmente quando isso envolvia donzelas indefesas, para isso ele tinha um sentido muito aguçado.

-Esperem!-Ele apontou para um construção que parecia a entrada de uma caverna coberta de musgo que se destacava em meio a paisagem.-Ouvi algo vindo de lá.

Sem hesitar todos os seguimos até o lugar. Chegando na entrada Asenhout passou a mão cuidadosamente entre o musgo e visualizou uma infinidade de símbolos esculpidos a vários anos.

-Não devemos entrar!-Advertiu Asenhout- Isso era o refugio dos servos de algum deus a muito esquecido, um deus maligno e pelo visto muito poderoso, dificilmente tenha alguém aqui, mas devem haver armadilhas por todo o canto e...

Aust correu para dentro da caverna. Asenhout balançou a cabeça negativamente e depois que Behek correu acompanhando Aust, Asenhout seguiu eles, eu fui junto acompanhando de uma distancia segura. Na entrada da caverna havia uma escadaria de pedra trabalhada, eu carregava uma pequena tocha que iluminava parte do ambiente, em toda sua extensão haviam desenhos macabros e escritos em uma língua por nós desconhecida.O corredor seguiu por vário metros até que terminou em um grande salão de pedra onde no meio dele tinha uma imensa escultura de uma serpente, com olhos de pedras preciosas, que Asenhout cobiçava, mas que tinha certeza de não poder retirá-los, essa estátua parecia viver, e Asenhout tinha a impressão de que ela o seguia com os olhos. Atrás dela havia uma grande passagem que dava a outro corredor, resolvemos segui-lo e após passar cautelosos pela estátua, seguimos pelo corredor que dava em uma grande porta de pedra com escritos na mesma língua macabra. Asenhout após analisar a porta recita alguns versos acompanhados de alguns gestos e a porta se abre lentamente.Ela revela uma pequena sala quadrada sem nada ale de outra porta bloqueando o outro lado dela. Todos entramos na sala e quando o ultimo colocou o pé dentro dela a primeira porta bate em nossas costas e ficamos presos na sala.

Só então reparamos que nos quatro cantos da sala as paredes apresentam buracos redondos dos quais começam a sair várias pequenas serpentes que procuram em nossas pelas um lugar para cravar as presas.”

Paladino de Khalmyr?

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores: ,

“Pelos grandes portões do grande salão adentra um homem vestindo uma grande armadura de batalha prateada que lhe cobria todo o corpo, na parte frontal havia desenhado em ouro uma balança com uma espada por cima, símbolo da justiça de Khalmyr. Ele carregava com sigo uma espada a qual só se podia ver o cabo, recoberto por pedras preciosas, e tinha um elmo de prata que lhe cobria por inteiro a cabeça e deixava a mostra somente uma pequena parte de seu rosto.E finalmente ele diz com uma voz grave e calma que ecoa por todo o salão de Odir:

-Parem com isso!

-Quem é você para dar ordens em minha cidade??-esbraveja Odir- Diga servo de Khalmyr! Aqui somente existe Keen, senhor da guerra e campeão entre os deuses!

- Eu sou um paladino de Khalmyr, senhor do panteão e verdadeiro campeão dos deuses! Eu venho por muito tempo perseguindo esses fugitivos, essa cidade pode ser constituída de guerreiros e servos de Keen, mas nem mesmo os seus insanos servos se atreveriam a se opor as ordens de Khalmyr e de um de seus servos!-gritou o paladino a plenos pulmões pelo salão.

Todos ficamos paralisados, tentando entender de onde haveria saído aquele ser, ou por que ele nos queria. Odir fez um gesto com as mãos e dois de seus guerreiros amarraram nossos braços com cordas e nos entregaram para o paladino.

-Leve-os agora eles são um problema seu, não venha se queixar comigo se um deles lhe matar!- caçoou Odir.

Nós fomos guiados até o lado de fora da cidade, onde ele sem falar uma palavra sacou a espada e cortou as amarras das mão de cada um de nós.

-contornem a cidade, tentem não entrar em nenhuma outra cidade de Yuden, boa sorte para vocês.- disse o paladino.

Antes que pudéssemos agradecer ou mesmo perguntar algo, ele se vira e seu corpo se transforma magicamente em uma raposa vermelha que corre pelo campo até sumir de vista. Sem entender nada, nem quem ou o que era aquilo, decidimos que seria muito sensato segui viagem antes que Odir descobrisse quem havia sido enganado de alguma forma, ou que simplesmente mudasse de idéia.”

A luta pela inocência

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores: ,

“Asenhout tentava convencê-los de nossa inocência, mas sem sucesso. Odir acenou sua mão e um dos guerreiros que estava sentado na mesa central se levantou. Ele era um homem e não devia ter mais de um metro e meio de altura, era magro e frágil, trajava um manto negro que lhe cobria dos pés a cabeça, o que impedia de se ver o seu rosto, em suas mãos ele carregava duas pequenas e brilhantes espadas”.

-cada um de vocês devera lutar para provar sua inocência. Eu escolherei quem deve ser o primeiro- após pensar um pouco o regente Odir olha e aponta para Behek- Você parece ser um bom guerreiro, vamos ver se seus músculos podem contra a lâmina veloz de Delling.

Vendo que o único jeito de sairmos vivos daquela cidade era através de sangue, Behek pega o seu machado com as duas mãos e vai para cima de seu adversário. O salão era grande e mesmo tendo três grandes mesas em seu interior, ainda se tinha espaço suficiente para que os dois lutassem.Todos no salão continuaram sentados, nem passou por nossas cabeças tentar escapar, pois a cidade, como o salão era composta por guerreiros, não é a toa que o reino é conhecido como o exercito com uma nação...

Behek com violência, correu até seu adversário golpeando com toda a força de seu machado, Delling desvia do ataque com um salto para o lado, o machado de behek parou no chão de madeira do salão, onde ele produz uma grande rachadura. O adversário de Behek revida com rapidez inacreditável produzindo com suas pequenas lâminas quatros profundos cortes nas costas de seu oponente, cortes profundos que poderiam ter matado a maioria dos guerreiros que conheci, mas Behek sorri e com um chute desequilibra Delling que antes de cair no chão vê um grande machado atingir com violência sua testa, tingindo o chão de vermelho.

-Muito bem!-aplaude o regente com vigor- Mas vocês ainda não estão livres, o próximo a lutar será ele!-diz Odir apontando para Aust.

Todos ficamos surpresos, ele nem sequer se abalou pela morte de um dos seus, que tipo de povo bárbaro seriam eles? Mas antes que pudéssemos nos opor o segundo adversário nos foi exposto. De uma das mesas se levanta um homem com quase dois metros de altura, trajava pouca roupa e tinha um longo e mal cuidado cabelo dourado até os ombros, ele carregava em uma das mãos uma grande espada cujo o peso derrubaria os mais fortes guerreiros.

- Eu sou Aust Montaigne maior espadachim entre os reinos dos elfos e dos humanos, guarde esse nome, poderá ser o ultimo que você irá ouvir em vida bárbaro!- Esclamou Aust sacando a espada e pulando no meio do salão com agilidade felina.

Sem dizer uma só palavra o bárbaro correu em direção do espadachim gritando blasfêmias e em uma fúria bestial, ele ergueu sua espada e deu o golpe que teria matado um gigante, mas Aust desviou-se a tempo e desferiu dois cortes na pele do adversário, que pareceu nada sentir e avançou contra Aust com um segundo golpe que Aust não conseguiu desviar-se completamente e resultou em grande corte horizontal em sua barriga.O espadachim revidou com um seqüência magistral de golpes seguidos contra seu poderoso adversário, que diante de tantos golpes tomba no chão inconsciente e com vário cortes pelo seu corpo. Odir faz menção para se pronunciar, mas antes que ele pudesse falar, pelas portas do salão entra um figura exótica que diz com voz grave e calma:

-Parem com isso!”