“Foi uma caminhada árdua, felizmente ainda tínhamos alguma comida. Andamos por campos desabitados por dias, encontrando toda a sorte de monstros e saqueadores possíveis. Era um dia como outro qualquer quando Aust para e começa e faz um gesto para pararmos também. Todos os elfos possuem sentidos muito superiores que os de um humano, Aust não era um elfo, nem um humano ele era um meio-elfo, filho de ambas as raças. Ele não tinha um sentido tão bom quanto o de um elfo, mas bom o suficiente para ouvir onde nenhum de nós conseguia, principalmente quando isso envolvia donzelas indefesas, para isso ele tinha um sentido muito aguçado.
-Esperem!-Ele apontou para um construção que parecia a entrada de uma caverna coberta de musgo que se destacava em meio a paisagem.-Ouvi algo vindo de lá.
Sem hesitar todos os seguimos até o lugar. Chegando na entrada Asenhout passou a mão cuidadosamente entre o musgo e visualizou uma infinidade de símbolos esculpidos a vários anos.
-Não devemos entrar!-Advertiu Asenhout- Isso era o refugio dos servos de algum deus a muito esquecido, um deus maligno e pelo visto muito poderoso, dificilmente tenha alguém aqui, mas devem haver armadilhas por todo o canto e...
Aust correu para dentro da caverna. Asenhout balançou a cabeça negativamente e depois que Behek correu acompanhando Aust, Asenhout seguiu eles, eu fui junto acompanhando de uma distancia segura. Na entrada da caverna havia uma escadaria de pedra trabalhada, eu carregava uma pequena tocha que iluminava parte do ambiente, em toda sua extensão haviam desenhos macabros e escritos em uma língua por nós desconhecida.O corredor seguiu por vário metros até que terminou em um grande salão de pedra onde no meio dele tinha uma imensa escultura de uma serpente, com olhos de pedras preciosas, que Asenhout cobiçava, mas que tinha certeza de não poder retirá-los, essa estátua parecia viver, e Asenhout tinha a impressão de que ela o seguia com os olhos. Atrás dela havia uma grande passagem que dava a outro corredor, resolvemos segui-lo e após passar cautelosos pela estátua, seguimos pelo corredor que dava em uma grande porta de pedra com escritos na mesma língua macabra. Asenhout após analisar a porta recita alguns versos acompanhados de alguns gestos e a porta se abre lentamente.Ela revela uma pequena sala quadrada sem nada ale de outra porta bloqueando o outro lado dela. Todos entramos na sala e quando o ultimo colocou o pé dentro dela a primeira porta bate em nossas costas e ficamos presos na sala.
Só então reparamos que nos quatro cantos da sala as paredes apresentam buracos redondos dos quais começam a sair várias pequenas serpentes que procuram em nossas pelas um lugar para cravar as presas.”