novo blog

Author: Jefferson Corrêa /

criei um novo blog e vou me dedicar mais as postagens do msm, aos poucos irei descontinuar esse devido a falta de tempo e de acessos ^^

abraços aos leitores

Masmorras e serpentes

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores: ,

“Foi uma caminhada árdua, felizmente ainda tínhamos alguma comida. Andamos por campos desabitados por dias, encontrando toda a sorte de monstros e saqueadores possíveis. Era um dia como outro qualquer quando Aust para e começa e faz um gesto para pararmos também. Todos os elfos possuem sentidos muito superiores que os de um humano, Aust não era um elfo, nem um humano ele era um meio-elfo, filho de ambas as raças. Ele não tinha um sentido tão bom quanto o de um elfo, mas bom o suficiente para ouvir onde nenhum de nós conseguia, principalmente quando isso envolvia donzelas indefesas, para isso ele tinha um sentido muito aguçado.

-Esperem!-Ele apontou para um construção que parecia a entrada de uma caverna coberta de musgo que se destacava em meio a paisagem.-Ouvi algo vindo de lá.

Sem hesitar todos os seguimos até o lugar. Chegando na entrada Asenhout passou a mão cuidadosamente entre o musgo e visualizou uma infinidade de símbolos esculpidos a vários anos.

-Não devemos entrar!-Advertiu Asenhout- Isso era o refugio dos servos de algum deus a muito esquecido, um deus maligno e pelo visto muito poderoso, dificilmente tenha alguém aqui, mas devem haver armadilhas por todo o canto e...

Aust correu para dentro da caverna. Asenhout balançou a cabeça negativamente e depois que Behek correu acompanhando Aust, Asenhout seguiu eles, eu fui junto acompanhando de uma distancia segura. Na entrada da caverna havia uma escadaria de pedra trabalhada, eu carregava uma pequena tocha que iluminava parte do ambiente, em toda sua extensão haviam desenhos macabros e escritos em uma língua por nós desconhecida.O corredor seguiu por vário metros até que terminou em um grande salão de pedra onde no meio dele tinha uma imensa escultura de uma serpente, com olhos de pedras preciosas, que Asenhout cobiçava, mas que tinha certeza de não poder retirá-los, essa estátua parecia viver, e Asenhout tinha a impressão de que ela o seguia com os olhos. Atrás dela havia uma grande passagem que dava a outro corredor, resolvemos segui-lo e após passar cautelosos pela estátua, seguimos pelo corredor que dava em uma grande porta de pedra com escritos na mesma língua macabra. Asenhout após analisar a porta recita alguns versos acompanhados de alguns gestos e a porta se abre lentamente.Ela revela uma pequena sala quadrada sem nada ale de outra porta bloqueando o outro lado dela. Todos entramos na sala e quando o ultimo colocou o pé dentro dela a primeira porta bate em nossas costas e ficamos presos na sala.

Só então reparamos que nos quatro cantos da sala as paredes apresentam buracos redondos dos quais começam a sair várias pequenas serpentes que procuram em nossas pelas um lugar para cravar as presas.”

Paladino de Khalmyr?

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“Pelos grandes portões do grande salão adentra um homem vestindo uma grande armadura de batalha prateada que lhe cobria todo o corpo, na parte frontal havia desenhado em ouro uma balança com uma espada por cima, símbolo da justiça de Khalmyr. Ele carregava com sigo uma espada a qual só se podia ver o cabo, recoberto por pedras preciosas, e tinha um elmo de prata que lhe cobria por inteiro a cabeça e deixava a mostra somente uma pequena parte de seu rosto.E finalmente ele diz com uma voz grave e calma que ecoa por todo o salão de Odir:

-Parem com isso!

-Quem é você para dar ordens em minha cidade??-esbraveja Odir- Diga servo de Khalmyr! Aqui somente existe Keen, senhor da guerra e campeão entre os deuses!

- Eu sou um paladino de Khalmyr, senhor do panteão e verdadeiro campeão dos deuses! Eu venho por muito tempo perseguindo esses fugitivos, essa cidade pode ser constituída de guerreiros e servos de Keen, mas nem mesmo os seus insanos servos se atreveriam a se opor as ordens de Khalmyr e de um de seus servos!-gritou o paladino a plenos pulmões pelo salão.

Todos ficamos paralisados, tentando entender de onde haveria saído aquele ser, ou por que ele nos queria. Odir fez um gesto com as mãos e dois de seus guerreiros amarraram nossos braços com cordas e nos entregaram para o paladino.

-Leve-os agora eles são um problema seu, não venha se queixar comigo se um deles lhe matar!- caçoou Odir.

Nós fomos guiados até o lado de fora da cidade, onde ele sem falar uma palavra sacou a espada e cortou as amarras das mão de cada um de nós.

-contornem a cidade, tentem não entrar em nenhuma outra cidade de Yuden, boa sorte para vocês.- disse o paladino.

Antes que pudéssemos agradecer ou mesmo perguntar algo, ele se vira e seu corpo se transforma magicamente em uma raposa vermelha que corre pelo campo até sumir de vista. Sem entender nada, nem quem ou o que era aquilo, decidimos que seria muito sensato segui viagem antes que Odir descobrisse quem havia sido enganado de alguma forma, ou que simplesmente mudasse de idéia.”

A luta pela inocência

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“Asenhout tentava convencê-los de nossa inocência, mas sem sucesso. Odir acenou sua mão e um dos guerreiros que estava sentado na mesa central se levantou. Ele era um homem e não devia ter mais de um metro e meio de altura, era magro e frágil, trajava um manto negro que lhe cobria dos pés a cabeça, o que impedia de se ver o seu rosto, em suas mãos ele carregava duas pequenas e brilhantes espadas”.

-cada um de vocês devera lutar para provar sua inocência. Eu escolherei quem deve ser o primeiro- após pensar um pouco o regente Odir olha e aponta para Behek- Você parece ser um bom guerreiro, vamos ver se seus músculos podem contra a lâmina veloz de Delling.

Vendo que o único jeito de sairmos vivos daquela cidade era através de sangue, Behek pega o seu machado com as duas mãos e vai para cima de seu adversário. O salão era grande e mesmo tendo três grandes mesas em seu interior, ainda se tinha espaço suficiente para que os dois lutassem.Todos no salão continuaram sentados, nem passou por nossas cabeças tentar escapar, pois a cidade, como o salão era composta por guerreiros, não é a toa que o reino é conhecido como o exercito com uma nação...

Behek com violência, correu até seu adversário golpeando com toda a força de seu machado, Delling desvia do ataque com um salto para o lado, o machado de behek parou no chão de madeira do salão, onde ele produz uma grande rachadura. O adversário de Behek revida com rapidez inacreditável produzindo com suas pequenas lâminas quatros profundos cortes nas costas de seu oponente, cortes profundos que poderiam ter matado a maioria dos guerreiros que conheci, mas Behek sorri e com um chute desequilibra Delling que antes de cair no chão vê um grande machado atingir com violência sua testa, tingindo o chão de vermelho.

-Muito bem!-aplaude o regente com vigor- Mas vocês ainda não estão livres, o próximo a lutar será ele!-diz Odir apontando para Aust.

Todos ficamos surpresos, ele nem sequer se abalou pela morte de um dos seus, que tipo de povo bárbaro seriam eles? Mas antes que pudéssemos nos opor o segundo adversário nos foi exposto. De uma das mesas se levanta um homem com quase dois metros de altura, trajava pouca roupa e tinha um longo e mal cuidado cabelo dourado até os ombros, ele carregava em uma das mãos uma grande espada cujo o peso derrubaria os mais fortes guerreiros.

- Eu sou Aust Montaigne maior espadachim entre os reinos dos elfos e dos humanos, guarde esse nome, poderá ser o ultimo que você irá ouvir em vida bárbaro!- Esclamou Aust sacando a espada e pulando no meio do salão com agilidade felina.

Sem dizer uma só palavra o bárbaro correu em direção do espadachim gritando blasfêmias e em uma fúria bestial, ele ergueu sua espada e deu o golpe que teria matado um gigante, mas Aust desviou-se a tempo e desferiu dois cortes na pele do adversário, que pareceu nada sentir e avançou contra Aust com um segundo golpe que Aust não conseguiu desviar-se completamente e resultou em grande corte horizontal em sua barriga.O espadachim revidou com um seqüência magistral de golpes seguidos contra seu poderoso adversário, que diante de tantos golpes tomba no chão inconsciente e com vário cortes pelo seu corpo. Odir faz menção para se pronunciar, mas antes que ele pudesse falar, pelas portas do salão entra um figura exótica que diz com voz grave e calma:

-Parem com isso!”

D&D 4.0 vs 3.5

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores:





Bem só aproveitando o espaço pra dar minha simples opinião sobre as [colossais] diferenças entre o antigo [nem tanto ] e o novo [nem tanto], agora sendo um pouco mais imparcial que do ultimo tópico[ sem malhar o 4.0^^']bom em primeiro lugar, é lógico que deveria ter acontecido um dnd 4.0 [tomara que não tão cedo um 4.5] entre os vários motivos, eu gostaria de citar a nova onda de modernizar [simplificar, parece que os novos players não tão afim de pensar =/] os rpg's como um todo tem mudado os seus sistemas a fim de trazer um material bem mais simples, isso não ocorreu só no mundo dos dados de 20 faces... temos também exemplos muito conhecidos, como:
Vampiro: com sua nova edição[ outra vez não tão nova assim, mas lembrem-se que o blog é novo ^^] do mundo das trevas, agora bem mais simples e com um bom enfoque na luta entre vampiros e lobisomens [ou seria garou’s e sangue-sugas, lupinos e cainitas ?????], muitas coisas novas, sem mais geração, agora se chama potencia de sangue [não sei se a tradução ficou assim mesmo] e vai de 1 a 10 se não me engano, ao contrário de geração o valor maior desse atributo é melhor que um menor [ demorei pra assimila isso]. Vampiro sempre foi um sistema/jogo que se inspirava em filmes [ou os filmes se inspiravam nele???], as edições mais antigas tem muitas semelhanças com intrevista com o vampiro, e o novo mundo das trevas lembra bastante anjos da noite [ me corrijam se estiver errado ^^’], com alguns conceitos e até mesmo vocabulários parecidos,covenant ao invés de seita por exemplo.
Shadowrun: para ser sincero esse é um jogo que eu não conheço muito, mas ultimamente eu andei pesquisando um pouco sobre ele. A 4ª edição [ só achei em inglês, acho que não irá ter versão traduzida tão breve ] tem um material bem mais trabalhado que as anteriores [ principalmente na parte artística ], capa dura, e semi-colorido [preto e VERDE, e colorido nas partes de exemplos de personagens], as regras que antes eram complexas e espalhadas por inúmeros livros agora são simples e objetivas [lembrando MUITO 7° mar], o mundo dos shadowruners também evoluiu, agora estamos em 2070 com um futuro bem mais “moderno”, detalhado e envolvente [comentário pessoal: se você gosta de anões com motocicletas, elfos hackers, trolls enormes,índios overpowers e um Brasil dominado por dragões esse jogo vai se muito bom pra voc]
Tormenta D20: Bem, se não me engano [estou bem desatualizado] ainda não foi lançado, mas o motivo para seu possivel lançamento será porque os esditores do jogo não gostaram do novo d&d [bem vindos ao clube] e não pretender mudar o mundo para o 4.0 [o que mudaria muita coisa], então está em fase de planejamento um sistema para não depender mais do antigo d&d [ bem como eu disse eu não estou muito informado sobre isso, então se alguém tiver mais informação mande pra mim ]
D&D 4.0: bem eu já postei muito sobre minha opinião sobre ele, mas vai lá mais um pouco. A nova versão foi lançada para atrair mais jogadores para o rpg, para atrair o publico jovem a nossa amiga WoTC lançou um d&d de cara nova, muito parecido com o MMO's e com regras bem simples com foco nas batalhas, bem eu gostando ou não essa estratégia parece estar dando certo, já que o livro está sendo bem vendido e tem até o livro do jogador 2 e o 3 [ agora o monge é psionico =/]


Bem só para completar:não deu para colocar todos os novos rpg, mas estão ai os mais importantes [ na minha opinião]. Bem eu espero que essa nova geração de livros sirva para atrair novos jogadores de rpg, mas também que não mudem muito a maneira de se jogar rpg, porque a mudança é natural, mas eu sempre vou guarda um lugar pros lirvos mais 'antigos'.

Tagmar 2

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores:

Bem só um post rápido pra deichar uma ótima dica...
se você gosta de valorizar o produto nacional, está sua chance, tagmar é um jogo Brasileiro, o primero [ sim ele é Muito antigo], o projeto do tagmar 2 vem para divulgar o jogo e matar a saudade dos fãs do antigo jogo. Ele é um jogo de fantasia medieval e bem parecido com d&d,com raças e classes, mas com um sistema diferente [pelo menos o antigo, eu ainda não joguei o novo =/]. Pelo que eu vi o download do material é inteiramente gratuito no site:


http://www.tagmar2.com.br/

character builder

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores:



Como o próprio nome já diz esse programa ajuda na criação de personagens de D&D 4.0. Mas existem vários geradores de personagens pra d&d, qual o motivo deste ser especial?

Resposta: Ele é feito (ou pelo menos distribuido =/) pela própria wizards of the coast, e além disto ele também tem a vantagem de ser gratuito, mas não se enganem, a versão gratuita dele é somente para teste podendo fazer personagens até o nivel 3 somente. Mas eu recomendo pelo fato dele auxiliar na construção de fichas, ele é bom principalmente para jogadores que não estão muito
familiarizado com o sistema, pos ele é muito intuitivo e prático para se criar personagens. Ele é uma ótima ferramenta para jogadores preguiçosos, pois possui a opção para gerar personagens com apenas alguns cliques.

Download do programa aqui


Prós: Agiliza a criação de fichas, orienta jogadores inexperientes, é um incentivo para se criar fichas ( sem demorar horas lendo varios livros em inglês ) e tem sua versão gratuita


Contras: O software é em inglês, só cria personagens até o lvl 3 ( isso é, se você não quiser pagar é claro )

D&D 4.0

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores:





Aproveitar o espaço para falar um pouco de rpg, d&d mais especificamente.
O lançamento do PH 3 do D&D 4ªed esta previsto se não me engano para março de 2010, pelo jeito o sucesso do novo d&d esta sendo grandioso, só me pergunto se isso não ter nenhuma ligação com as inúmeras semelhanças do D&D 4ª com os tão famosos MMO’s ( leia-se wow ). A 4ª edição nos traz personagens muito mais equilibrados e batalhas mais emocionantes, principalmente pelo fato de terem dado mais HP para os monstros ( sem mais batalhas de 1 turno ) e por ter se tornado recomendável (obrigatório) o uso de tabuleiros, sem falar nos poderes mais detalhados e melhor uso dos turnos. Outro ponto positivo é que esse novo estilo está atraindo um grande publico para nosso querido rpg mas espero que os jogos de D&D não fiquem com menos (nenhum) roleplay ainda, mas para o alivio de todos nós sempre vamos poder contar com os velhos livros queridos(leia-se tagmar, ad&d e outros) para nos divertir.

O exército com uma nação

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores: ,

“Nossa caminhada continuava árdua, porém ter nossas mochilas carregadas de alimento novamente nos deu o ânimo que precisávamos para continuar a jornada. Andamos por mais vários dias passando por tempestades, animais selvagens e cansaço, até que finalmente conseguimos chegar a uma cidade do reino de yuden. A cidade era contornada por uma imensa muralha de madeira com varias torres ao seu redor, parados imóveis em fronte ao seu gigantesco portão, estavam dois guardas que trajavam imponentes armaduras metálicas de cor vinho e com detalhes pretos ao seu redor ,a armadura lhes cobriam o corpo inteiro deixando apenas uma pequena abertura na parte frontal da face para lhes permitir enxergar e falar. Quando nos aproximamos dos portões os guardas de forma sincronizada desembainharam suas espadas e com uma voz autoritária um deles diz:
-Identifiquem-se ou sentirão o aço gelado de nossas espadas!
-somos apenas viajantes, somente queremos comprar alguma comida e montaria. - explicou Asenhout.
Os guardas baixaram as espadas e os portões lentamente foram se abrindo. Enquanto adentrávamos a cidade observávamos poucos aldeões e algumas crianças brincando com espadas de madeira, mas o que mais chamou nossa atenção na cidade foi uma enorme casa, que contrastava com as outras humildes construções, ela era feita de madeira, tendo uma aparência rústica com uma grande porta na sua frente onde poderiam passa vários guerreiros lado a lado. Enquanto procurávamos alguma loja onde pudéssemos comprar nossas provisões fomos abordados por três guardas que utilizava a mesma armadura que os dois guardas da entrada, um simplesmente explica.
-O regente Odir quer vê-los.
Sem nos dar tempo para pensar eles nos escoltam até aquela grande casa onde parecia ser a residência do regente daquela cidade. Sem discutir o seguimos, quando adentramos a casa nos deparamos com um grande salão onde em três grandes mesas de madeira nobre estavam sentados incontáveis guerreiros e bárbaros que comiam rudemente e não se importavam com nossa presença. As grandes paredes de madeira abrigavam expostas varias armas por sua extensão com nomes escritos em baixo delas, sentado de forma imponente na ponta da mesa central estava o humano mais alto que eu já havia visto, ele tinha longos cabelos dourados e uma barba longa que fazia uma traça que seguia até sua cintura, ele não trajava nenhuma armadura usava apenas uma roupa simples de cores discretas e do seu lado repousava uma espada longa com desenhos rúnicos em sua brilhante lâmina.
-Eu sou Odir, regente supremo da cidade. Desculpe lhes incomodar, não temos nada contra viajantes, mas nós temos um problema. Nossa cidade como vocês devem ter reparado, é uma cidade militar, a maioria do nosso alimento é comprado de outras cidades, mas recentemente uma caravana que transportava alimentos para cá não chegou. Eu recebi informações que vocês teriam interceptado essa caravana e roubado seu carregamento.-nesse momento se tom de voz grave e calmo se torna alto e ele se levanta da cadeira e esbraveja – Revistem-nos!
Então um guarda arrancou de forma violenta a minha mochila e começaram a retirar tudo de dentro dela, até encontrarem as garrafas de vinho que tínhamos pegado da caravana tombada.
-Como ousam adentrar em minha cidade após terem saqueado nossas caravanas?-Esbraveja Odir.
-Realmente encontramos uma caravana meu senhor, mas ela havia sido atacado por um demônio, pedimos desculpas, nós pagaremos pelo o que pegamos- disse Asenhout tentando acalmar o enfurecido regente.
-Não ouviremos suas mentiras, mas vocês realmente vão pagar, com sangue!Mas a justiça de yuden dará chance de provar sua inocência através do aço da espada!”

A face da tormenta

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“Dias se passaram e nossa caminhada ficava cada vez mais difícil, estávamos andando por uma planície que parecia não ter fim, não se avistava nada ao longe além de raros animais selvagens e ainda mais raras arvores solitárias.O peso das mochilas que carregávamos parecia ter aumentado muito, mais a mochila de comida parecia desconfortavelmente leve, talvez não teríamos comida em poucos dias, talvez estivéssemos fadados a morrer de fome, mas Nimb rolou seus dados.
Naquela tarde Azgher castigava nossos olhos com um sol forte do meio-dia que queimava nossas peles e fazia com que a caminhada se tornasse mais penosa, nós passávamos por um campo com mato alto que cobria tudo até a altura de nossos joelhos quando avistamos no horizonte algo que parecia o contorno de uma carroça tombada e alguém parado ao seu lado. Corremos em sua direção na esperança de que ele poderia nos ajudar a chegar a yuden ou mesmo nos abastecer com um pouco de água e comida. Conforme nos aproximávamos percebemos que mesmo chamando e acenado para figura humana, que agora mais próximo parecia um homem de altura mediana e trajando um manto que lhe cobria todo o corpo, não se virava para olhar, até que chegamos a poucos metros dele que ele se virou para nossa direção.... Nossa mente estava preparada para tudo, menos para aquilo. Com os olhos ainda ardendo pelo sol forte encaramos incrédulos uma figura que não parecia pertencer aquele lugar, ou aquele mundo, ou mesmo aquela realidade, ele tinha um corpo humanóide coberto por escamas e uma aparência insetóide com uma cabeça que em algo se lembrava a uma mosca, suas asas, que fechadas davam a aparência de um manto, agora abertas lembravam as asas membranosas de muitos insetos, seus braços terminavam em garras e o que parecia ser sua boca tinha grandes presas que gotejavam de maneira disforme um liquido de uma cor indescritível. Em si só a criatura já era uma afronta a nossa mente, mas ela era algo mais, ela tinha uma forma distorcida que provava que o monstro pertencia a outra realidade, sua forma era tão difícil de se aceitar pela mente que em muitos aventureiros sua mera visão teria acarretado a loucura e a derrota. Nós quatro ficamos pasmos por um momento e lutando contra a própria mente enquanto o monstro corria em nossa direção com a boca preparada para atacar. O primeiro que tomou a consciência foi Asenhout que lendo algumas inscrições na palma de sua mão profere algumas palavras em uma cacofonia mística, e das pontas de seus dedos sai uma pequena faísca que tem destino certo no peito da criatura, e então explode em uma grande bola de chamas encobrindo toda a criatura. Quando todos pensavam que ela tinha morrido com o golpe, a criatura aparece entre a fumaça sem nenhum ferimento, e de forma desordenada tenta cravar os dentes em Aust que por sua vez se recupera a tempo de desviar de forma majestosa e com um salto retirar sua rapier e se colocar em posição defensiva. Behek conseguiu retomar a razão e retirando seu machado pula ferozmente em cima do monstro, seu machado ao acertar o couro da criatura produz um barulho seco e Behek percebe que seu golpe não conseguiu passar a sua couraça. O monstro revida com dois ataques de sua garra que atingem o tórax de Behek e o jogam para traz, Aust balança sua espada de forma ágil e com vários movimentos consegue acertar um ataque que produz um corte diagonal pelo qual vaza um sangue de cor indecifrável que derrete parte da vegetação onde ele cai. Behek se recupera do golpe e revida jogando seu machado em direção ao monstro, que acerta em cheio sua testa, o monstro cai estático no chão.
-Era um demônio da tormenta?-se questiona o mago
-Não importa o que ele era, para o lugar onde ele foi ele não poderá mais atacar ninguém.-retrucou Behek limpando seu machado no chão com cuidado.
Após se recompor todos fomos verificar a carroça, ela parecia ser de algum tipo de caravana, no seu interior tinham várias caixas de alimento e uma com varias garrafas de vinho e três corpos de pessoas.Nós pegamos o suficiente para nos alimentar por mais 2 semanas e algumas garrafas daquele vinho... esse foi nosso primeiro erro!”

A queda suave

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores: ,

“Os dias seguintes passaram de forma demorada, não havia nada para se fazer além de se esperar que algo acontecesse, até que algo aconteceu. Era uma tarde com poucas nuvens no céu e o vento soprava fraco, sobrevoávamos uma planície de grama alta com poucas arvores e sem nenhum ser vivo até onde se podia enxergar.
-Eu pensei que você havia dito que chegaríamos em poucos dias! Esse seu balão é muito lento, seria mais rápido se estivéssemos cavalgando.-reclamou Asenhout.
-Não resmungue apenas aprecie a vista.-retrucou Aust se arqueando para vislumbrar a vista.
Aust acabara de proferir essas palavras quando um raio serpenteou ao lado do balão fazendo um estrondo ensurdecedor que fez com que os ouvidos de todos começassem a zunir.
-De onde surgiu esse raio, quase não há nuvens!-Exclamou Behek com as mão nos ouvidos e olhando para o céu.
-Esse raio não foi natural, eu estudei tempo demais na academia para reconhecer uma magia quando vej....
O mago Asenhout foi interrompido por um segundo raio que acertou em cheio em um dos balões que sustentava o barco no ar. Lentamente o balão foi perdendo o controle e ao mesmo tempo foi perdendo altitude.‘Segurem-se em algo!’ exclamei eu correndo em direção a primeira coisa sólida com a qual me deparei, os outros três fizeram o mesmo o mais rápido que conseguiram. A primeira queda é algo que nunca se esquece, os balões golins normalmente caem de forma lenta e em termos ‘suave’, isso é uma boa coisa já que eles sempre caem....
Após o impacto da queda conferimos para ver se todos estavam vivos, e enquanto fazíamos isso avistamos um grupo formado de quatro goblins selvagens. Três deles usavam maça e roupas quase inteiramente rasgadas e feitas de um pano velho e surrado, já o quarto vestia um manto negro com um colar feito de dentes humanos e em sua cabeça usando como um elmo ele exibia um crânio de algum humanóide pequeno, ele carregava um cajado velho e mal cuidado.
-São saqueadores, um deles é um clérico de ragnar deve ter sido ele que nos derrubou- Gritou o mago a plenos pulmões.
-Uma coisinha desse tamanho derrubou seu balão?-Caçoou Behek olhando pra mim
Nesse momento o goblin começou a gritar e blasfemar cuspindo as ofensas mais terríveis na antiga língua goblin e balançando seu cajado de forma assustadora, uma luz negra sai de seu cajado rumando certeira para o peito de Behek, que cambaleia e urra de dor diante do ataque do clérigo. O meio-elfo sorri com felicidade pela emoção, e desembainha sua rapier com um movimento circular de sua mão esquerda e com um salto grita a plenos pulmões:
-Eu sou Aust Montaigne, guardem esse nome em suas memórias, pois vai ser a ultima coisa que ouvirão em vida!
E com dois majestosos movimentos de sua arma ele derruba um dos goblins. O clérigo goblin amaldiçoa os deuses enquanto Behek se recupera do golpe e parte pra cima de um dos goblins abrindo-o ao meio com o balançar violento de seu machado. Asenhout abre rapidamente seu livro , profere algumas palavras numa língua antiga e bela e aponta sua mão direita para outro dos goblins, de seus dedos serpenteando saem dois raios coloridos que em uma fração de tempo encontram seu destino no meio da testa de um dos goblins. O clérigo goblin resmungando percebe que fora vencido e foge sem direção pela planice, antes de ser intercepitado por dois outros raios que saem dos dedos de Asenhout e acertam em suas costas o nocauteando.
-E agora goblin? Nós estamos no meio do nada! Em quanto tempo você consertará o balão?
-Sinto Behek, mas não tenho material o suficiente para reparar esse rasgo, teremos de seguir a pé, creio que estejamos próximos do reino de yuden, em laguns dias estaremos lá.-expliquei eu, ainda espantado com a demonstração de combate do grupo.
Após algumas reclamações e xingamentos, todos decidiram ser melhor continuar o percurso a pé. Após pegar tudo o que conseguíamos carregar, começamos de novo nossa jornada, só que dessa vez sem um balão para carregar nossas coisas.”

Um balão e uma missão.

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores: ,

“Vladislav olha para os três, ele na realidade esperava um grupo maior, mais capacitado, ou mesmo mais ‘normal’.
-A missão de vocês é perigosa e eu não tenho certeza de que vocês poderão completá-la vivos. Eu preciso que vocês busquem um item, muito poderoso, que é guardado no topo das Montanhas Sanguinárias, alguns dizem que ele é guardado por um antigo dragão, outros dizem que a própria montanha que o guarda, sem deixar ninguém chegar perto dela. Esse item é um punhal, que muitos acreditam ter sido forjado por um dos deuses maiores, ninguém sabe qual deus o criou, muitas expedições já foram mandadas, mas nenhuma conseguiu voltar com o item, na realidade nenhuma conseguiu voltar!
-As Montanhas Sanguinárias! Poucos se aventuram a chegar perto dela, e além do mais ela está muito distante e nós não temos transporte, poderia levar meses ou anos pra chegarmos lá! E o mais importante, quanto vamos ganhar por isso?-disse Asenhout enrugando a testa.
- Dinheiro não é o problema, eu tenho muito e ficaria feliz em dividir com os heróis que me trouxerem esse item. E transporte é o motivo de estarmos nesse bairro, sigam-me.
Para Behek aquela pessoa escondia algo, mas resolveu confiar nele. Vladislav os guiou até uma parte mais para dentro do bairro quando eles vislumbraram algo que eu particularmente chamo de ponto mais alto da evolução tecnológica! Um barco de uns 9 metros de comprimentos feito de madeira com a carranca de um goblin no seu fim, e com três grandes balões de ar quente feitos de varias partes remendadas em sa parte superior, e na sua frente um goblin pequeno e franzino até mesmo para o padrão de sua raça, ele carregava uma mochila grande e pesada e usava roupas simples como todos daquele bairro.
-Eu lhes apresento seu guia e seu transporte.-disse Vladislav apontando para o goblin e para o barco
-Eu sou Kirkin, o da queda suave, e esse é meu “balão” - eu disse com um sorriso no rosto.
-Você quer que viajemos nesse negócio com um goblin que se chama “kirkin, o da queda suave”! Você deve estar brincando.-Diz Behek sem conseguir tirar o olhar do balão.
-Não se preocupe senhor eu sou conhecido por ser um dos baloeiros com o menor numero de acidentes da cidade! Eu os levarei em poucos dias até montanha onde acredita-se que esteja o tesouro. Mas devemos partir logo quanto antes sairmos mais rápido estaremos de volta.
-Aqueles que estiverem dispostos a apostar a própria vida nesta jornada serão recompensados com glória e tesouros incontáveis.

Parecia loucura arriscar a vida somente por reconhecimento e ouro, muitos heróis valorosos recusariam essa oferta só de ouvir o nome “montanhas sanguinárias”, mas não eles. Os três se entreolharam por um momento e em sincronia balançaram a cabeça afirmativamente, ‘o que eu tenho a perder?’ pensaram os três.
Na manhã seguinte os deuses continuavam abençoando a cidade com um clima agradável. Os três voltaram ao lugar combinado, o mago Asenhout agora carregava alem de seu livro uma pesada mochila e um cajado comum de madeira, que parecia servir apenas para ajudá-lo a andar. No lugar combinado estava o balão em forma de barco e eu a espera dos aventureiros. Os três se entreolharam com cara de duvida.
-Goblin, essa coisa é realmente segura?-disse Behek
-Podem confiar, esse balão nunca caiu-O que eles não sabiam é que aquele balão nunca havia voado também....
Cuidadosamente eles foram subindo no transporte um de cada vez. Após todos estarem dentro do balão eu comecei a cortar as cordas que o seguravam no chão, e logo ele começou a voar. O balão flutuava de forma desajeitada e balançava muito, mas pelo menos ele flutuava. Os três olhavam para baixo com desconforto pela altitude cada vez maior, foi então que eu olhei para eles e falei:
-Essa vai ser uma longa viagem.”

O bairro goblin.

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores: ,

“A taverna cheirava a bebida forte e a comida estragada... Como toda taverna deveria ser. O forasteiro pede uma caneca de cerveja que após pagar como uma moeda de prata vira a caneca em um só gole longo e demorado. Após um momento de silencio ele se vira para o dono da taverna e com sua voz grave e calma pergunta:
-Onde eu poderia conseguir um trabalho onde eu possa utilizar meu machado?
O taverneiro demonstrando espanto em sua face levanta a mão apontando para um dos lados da taverna onde pregado em uma parede está um solitário pedaço mal cortado de papel com algo escrito em tinta preta. Behek sem dizer mais nenhuma palavra se aproxima do papel e retirando com cuidado da parede começa a ler silenciosamente, e após terminar diz:
- Eu realmente não esperava ter “arvores” para cortar por aqui!-e sai da taverna sorrindo.
No dia seguinte ele ruma para uma das partes mais obscuras da cidade de Valkaria, o bairro pobre dos goblins, lar dos maiores e mais sorrateiros ladrões. Até mesmo ele, acostumado com animais selvagens e as mais terríveis abominações de Megalokk, ali naquele lugar ele sentia medo, mesmo que em plena luz do dia não se via muitos goblins por lá... Ele caminha cuidadosamente até o ponto descrito no pergaminho onde ele se depara com outras duas pessoas, um jovem humano aparentando ter uns 18 anos, com cabelos curtos e escuros trajando um manto negro que seguia até os pés e carregava um grande livro com capa de curo, o qual carregava com dificuldade e um meio-elfo trajando uma roupa confortável, com botas negras até os joelhos, uma calça escura seguida por uma camisa larga branca com um colete preto ele possuía, cabelos longos e um cavanhaque cuidadosamente cortado e exibia um chapéu negro com uma pluma decorando. Os três se encaram por um momento sem dizerem uma palavra, até que caminhando em até eles aparece uma figura bem conhecida de todos em Arton:
-Prazer eu sou Vladislav Tpish!
-Eu sou Aust Montaigne as suas ordens - diz o meio elfo fazendo uma reverencia exagerada e balançando seu chapéu.
-Eu sou Behek woodcutter!
-E eu sou Asenhout mago recém formado da grandiosa academia arcana, mas quer dizer então que foi você que espalhou os panfletos pelas tavernas? Acho que é hora de saber o que seria essa missão pela qual você quer nos contratar, e qual o motivo de estarmos conversando neste lugar tão estranho!”

Kirkin, o da queda suave.

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores: ,

Saudações, para aqueles que não me conhecem eu irei me apresentar. Sou Kirkin, e sou um dos muitos baloeiros goblins que existem na cidade de Valkaria, já fui conhecido por varias alcunhas mais a principal e aquela que me faz ter cada vez menos clientes como baloeiro é “Kirkin, o da queda suave”, isso se deve a alguns episódios que não precisam ser relatados nesse momento até porque essa história não é sobre mim, e sim sobre um grupo de aventureiros dos quais eu tive o prazer de ser o guia, ladino e amigo.
A nossa aventura começa na grande cidade de Valkaria, se você não a conhece você provavelmente não é desse mundo! Digo isso pois Valkaria é uma cidade singular no que diz respeito a tamanho, beleza, arquitetura, oportunidades de ganhar a vida (seja por meios legais ou não...)...enfim, é a maior cidade do reinado, lugar esse que naqueles tempos eu chamava de lar.
“Era uma manhã ensolarada sem nuvens no céu, como de costume a todos na cidade estavam agitados e preocupados com seus negócios, a cidade estava repleta das figuras mais estranhas possíveis, e digo isso sem me esquecer que sou um goblin que voa em um balão, mais todos pararam por um momento para ver um humano que acabara de chegar na cidade. Ele vestia uma calça rústica feita do couro de um animal que provavelmente ele mesmo matou, calçava botas marrons que subiam até o joelho, por cima da calça havia um cinto reluzente com fivela metal, sua camisa xadrez aberta parecia gasta pelo tempo, em sua face ele sustentava uma expressão de curiosidade que em conjunto com sua longa barba e cabelos vermelhos trançados já compunham uma exótica aparência, se não fosse o machado que ele carregava nas costas. Seu machado tinha um longo cabo de madeira negra com vários desenhos incrustados nele que terminava em uma lamina que brilhava majestosamente naquele sol forte. Ele seque pela cidade até adentrar na primeira taverna que ele encontra, então se dirige ao balcão e pede ao atendente uma caneca de cerveja, este intrigado pergunta cauteloso o nome do forasteiro que responde:
-Sou Behek woodcutter!”

Saudações Leitores!

Author: Jefferson Corrêa / Marcadores:


Esse blog foi criado com a intenção de acabar com o meu tempo ocioso e ainda divulgar aventuras de rpg antigas(vividas por meu grupo, e mostradas em forma de contos) para que nós possamos relembrar e para outros mestres terem noções de como não se deve ser um jogo de rpg ^^. É claro que como tudo no mundo essa idéia não partiu do nada, ela foi uma “cópia” ^^, depois que vários amigs meus fazerem blogs, eu os li e achei a idéia muito interessante então resolvi também entrar na onda e apesar de não tera mesma habilidade com textos que eles possuem... vamos ver no que vai dar.....



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